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Paris, 23 de Junho de 1992.
Após dois anos a esgrimir argumentos, o Bureau International d’Expositions decidiu, a candidatura de Lisboa vence a de Toronto (23 votos contra 18), e adquire o direito a organizar em
Lisboa, 10 de Junho de 1993.
A mascote oficial da Expo’98 foi apresentada pela primeira vez no CCB, numa cerimónia que serviu também para apresentar o logótipo e os símbolos da exposição. Concebido pelos designers portuenses António Modesto e Artur Moreira, o Gil (nome sugerido pelos alunos de uma escola de Barrancos, evocando o navegador Gil Eanes) reporta ao passado marítimo e empreendedor dos portugueses. De aspecto inovador, ecológico e universalista, o Gil nasceu para cumprir uma missão importante: alertar para a importância dos oceanos e para a necessidade de estes serem preservados. Divertida, irreverente e comunicativa, foi até ao final da exposição um dos companheiros dos mais jovens.
Lisboa, 16 de Agosto de 1994.
Iniciaram-se na doca dos olivais, a menos de quatro anos da abertura das portas da grande exposição mundial, as primeiras obras na área de intervenção da Expo’98. No lugar onde outrora se localizava o Aeroporto Fluvial de Lisboa e que se viu transformado num esgoto e lixeira a céu aberto, a partir deste dia passou a ser o núcleo central do maior estaleiro de obras em toda a Europa. “Demolir para construir” tornou-se o lema da mais profunda transformação urbana jamais realizada em Portugal, traçada para ser desenvolvida nos meses seguintes e em todos os
LISBOA, 21 de MAIO de 1998
A Expo’98 – a “última exposição mundial do século”, como foi repetidamente apresentada – constituiu um dos momentos mais marcantes da história portuguesa dos últimos anos. A inauguração a 21 de Maio de 1998, o primeiro dos 123 dias em que os portugueses recuperaram o orgulho em si próprios, marcou o início de um ambiente de festa que tomou conta do país. E sobraram razões para isso, pois as profecias dos “velhos do Restelo” não se confirmaram. O evento abriu as portas a tempo e horas, a organização mostrou uma eficiência raramente vista no país, e a transformação radical operada na zona oriental de Lisboa deu ao espaço da exposição uma dignidade proporcional à grandeza do evento. Serão vários os momentos que dificilmente se apagarão da memória de muitos portugueses.

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