
O museu dos coches é o museu mais visitado de Portugal. Consiste na colecção de diversas viaturas movidas por cavalos que foram pertença das casas reais portuguesas. Todos os coches estão ricamente ornamentados e muita da mística do museu deve-se também às salas onde os coches estão expostos. No entanto, existe a necessidade de encontrar uma nova morada para tão importante espólio nacional, mais espaçoso e com melhores condições.
O novo complexo para o Museu dos Coches a construir em Belém, é da autoria do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, terá 160 metros de comprido por cerca de 60 metros de largo e a frente do jardim terá 110 metros, com cerca de 14 metros de altura, num total de 25 303 m² e um preço de 35milhoes de euros.
O conjunto é constituído, para além do edifício principal (pavilhão de exposições), por um edifício anexo, por um silo automóvel e por uma Ponte Pedonal que estabelece a ligações entre os 3 edifícios.
O pavilhão de exposições, que se destina a albergar as salas de exposições dos coches, é composto por uma estrutura elevada a 4,50m do solo com dimensões em planta de 126x48m e 12m de altura.
O edifício anexo garante o apoio necessário ao funcionamento do museu, incluindo zonas destinadas a escritórios, restauração e ainda um auditório. As áreas de escritórios e restauração localizam-se em 2 “passadiços” elevados com 46x14m e 46x10m respectivamente, suportados por uma estrutura de betão periférica também elevada com 46x46m apoiada em apenas 4 pilares. O auditório situa-se ao nível do piso térreo.
A ponte pedonal e as respectivas rampas de acesso estabelecem o percurso de 180m entre os dois edifícios e o silo destinado ao estacionamento de automóveis.
De acordo com o autor, «a grande característica do museu é que ele é suspenso no ar», disse, adiantando que uma das maiores preocupações ao pensar o projecto foi harmonizar o novo museu com a zona de Belém, e onde uma geometria algo abstracta e paredes essencialmente brancas recordam o casario de Lisboa.







- Não é por ser branco que terá que recordar o casario de Lisboa, bem pelo contrário.
- Não é por ser um arquitecto de renome que o projecto é incontestável. Ainda por cima por convite. Já se conhecia o estilo deste brutalista. Quem o convidou quer concerteza matar a zona de Belém. Devia ter sido feito um concurso público, ao menos viam-se mais propostas e concerteza com mais respeito e conhecimento do local.
- Modernidade não significa branco liso. Há outros estilos e expressões que integrariam muito melhor os coches. Custa ver um tesouro nacional naquele caixote.