segunda-feira, 28 de abril de 2008

A ponte rolante

Esta ponte retráctil, localiza-se em Londres e é a única do género em todo o mundo. Foi construída em 2004, segundo o traço de Thomas Heatherwick, e em 2005 ganhou o British Structural Steel Design Award.

A ponte consiste em oito secções triangulares ao nível do passeio, que se unem em cima através de dois corrimãos que se retraem segundo um sistema hidráulico quando a ponte fecha, formando um octógono numa das margens. Quando está aberta, é uma vulgar ponte de ferro e madeira de 12metros de comprimento.A particularidade da sua forma levou a que se fizessem vários comentários, incluindo em publicidade como este...

domingo, 27 de abril de 2008

A casa sanita

Localiza-se em Suwon, na Coreia do Sul. Foi desenhada por Sim Jae-duck e terá 420 m2 distribuídos por dois pisos.

sábado, 26 de abril de 2008

A igreja convertida

Com o declínio da afluência religiosa na Holanda, muitas igrejas estão agora desertas e a fechar portas, fazendo com que sejam abandonadas, demolidas ou convertidas para novos usos.

As suas propriedades arquitectónicas são muitas vezes perdidas aquando de uma remodelação para uso residencial, mas o gabinete holandês, Zecc, conseguiu converter uma velha capela num apartamento, respeitando e reforçando o carácter original do edifício, mas conseguindo dar um ar moderno ao refúgio.

A equipa de projectistas preferiu manter as linhas originais góticas, bem como os vitrais da nave e o órgão. Toda a área social da casa foi pintada de branco enquanto que as áreas mais privadas foram deixadas em preto.







No melhor pano cai a nodoa

“Aquilo aberto não nos dava jeito, por isso fizemos uma marquise em alumínio”

Maria Judite, moradora no Bairro da Bouça no Porto projectado por Álvaro Siza Vieira, na "Ípsilon" de 15 de Junho de 2007.


sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que se passa com o Colombo?

Desde Fevereiro de 2007, começou finalmente a fase final do complexo do Colombo, quando um diferendo com a câmara municipal que já durava há 17 anos terminou, e iniciou-se a construçao de duas torres, em cada extremidade, destinadas a escritórios. [ver notícia do "publico" de 22 de Fevereiro de 2007]

Cada torre terá 14 pisos de escritórios para arrendamento, com áreas por piso de 2’085m² em open-space, numa oferta total de 46mil metros quadrados de área bruta de escritórios, e esta empreitada corresponde a um investimento por parte da Sonae Sierra de cerca de 90 milhões de euros.

Os edifícios foram projectados à imagem do shopping até porque são um prolongamento deste espaço comercial. Como explica o autor do projecto, José Quintela, “os materiais são os mesmos e as cores também, apenas têm uma maior área envidraçada, o que faz sentido em edifícios de escritórios; a ideia é permitir a entrada de mais luz, até porque se está em ambiente de trabalho, e também tirar partido da paisagem envolvente”.

Prevê-se a conclusão da Torre Oriente em Outubro de 2008 e da Ocidente em Março de 2010.

[a quem estiver interessado]


quinta-feira, 24 de abril de 2008

A ousadia do Peru

O que fazer num vale limitado por duas falésias escarpadas?...

...uma ponte a ligar as falésias com um hotel inserido na estrutura

terça-feira, 22 de abril de 2008

O pavilhão de Portugal

Antes da exposição mundial Xangai2010, decorre ainda este ano a exposição mundial Zaragoça2008, em Espanha. Recentemente foi apresentado o projecto do pavilhão que irá representar Portugal nesta exposição. O projecto de arquitectura e conteúdos foi elaborado por Bak Gordon Arquitectos.
O pavilhão é pensado como um todo contínuo assumindo a metáfora primordial do rio (tema mobilizador do evento) correndo da nascente até à foz, sempre diverso mas mantendo uma personalidade forte e inconfundível.
Os dois espaços públicos fundamentais do pavilhão (área expositiva e Portugal Compartilha) marcam dois momentos e duas atitudes distintas de experimentar o espaço. Na Exposição, os visitantes são conduzidos às diferentes temáticas expositivas através de um percurso bem definido no espaço e no tempo. No espaço Portugal Compartilha, encontramos um lugar polivalente, onde todos os eventos acontecem, de livre utilização, onde o público define os seus níveis de participação. O átrio é pautado pela presença de caixas de luz, que em conjunto constitui um espaço de transição para a entrada na área de exposição.

O primeiro momento da exposição, a que é designada ALERTA, desenvolve-se num espaço tubular, onde a presença de imagens projectadas, associadas a superfícies espelhadas e com geometrias irregulares, transportam a um só tempo os visitantes para “cenários-limite”, alertando para os problemas reais que as recentes mutações climáticas provocam. Em simultâneo, outros alertas de natureza científica são apresentados, bem como uma atmosfera sonora que complementa a imagem envolvente.

A grande sala da exposição refere-se ao segundo momento a que é chamado de CONSCIÊNCIA. Trata-se de uma nave rectangular, com cerca de 350m2 e 8 m de altura, onde se destacam dois elementos arquitectónicos: um “rio” de cor rubra que se desenvolve ao longo da sala, tocando ou extravasando os seus limites, levando-nos pela descoberta dos rios Douro, Tejo e Guadiana; e uma superfície periférica vertical, afastada dos limites reais da sala, espécie de “anel” suspenso que servirá de suporte aos diferentes componentes expositivos. Pontualmente, grandes elementos suspensos reforçarão o efeito de surpresa na grande sala.

O pavimento/percurso encontra-se ligeiramente sobrelevado face ao pavimento existente e cobre apenas o espaço indispensável ao percurso expositivo. As áreas não necessárias ficam por construir, enfatizando a circulação/curso do rio, ao mesmo tempo que se chama a atenção para a relação entre o essencial e o supérfluo, criticando o desperdício. Esta opção valoriza o percurso dos visitantes, fazendo-os percorrer uma espécie de passerelle que metaforicamente deverá ser lida como o ciclo da vida, mas também como palco onde expressa a sua responsabilidade.

Na terceira sala, denominada MUDANÇA, procura-se projectar os visitantes para um futuro melhor, mais atento. É nesta sala que se desenvolve uma instalação interactiva, onde o movimento dos visitantes implica o movimento de palavras e frases, escritas e ditas em inúmeros idiomas, num ambiente dinâmico que preenche todo o espaço, e onde uma torrente de palavras determina o final da visita.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Música do mar

Algures na costa de Zadar, na Croácia, situa-se uma obra arquitectónica invulgar, aberta ao público a 15 de Abril de 2005. Um passeio pedonal à beira-mar de desenho simples e elegante estende os seus degraus de pedra polida água adentro. Sem que suspeitemos, porém, no seu interior aloja-se um enorme órgão composto por sete grupos de cinco tubos afinados harmonicamente, que as ondas accionam no seu vaivém, em que o movimento do mar puxa o ar das colunas e, dependendo da intensidade e velocidade da onde emite os acordes musicais. União feliz de arquitectura e acústica que valeu ao seu criador, o arquitecto Nicola Basic, o European Prize for Urban Public Space.

Estamos na verdade na presença de um instrumento musical sofisticado cujos sons aleatórios e imprevisíveis são produzidos pelos elementos naturais - vento e ondas - num concerto interminável de múltiplos andamentos e variações. Este aerofone de 70 metros de comprimento é constituído por 35 tubos de polietileno espaçados de meio metro entre si. Mergulhados na água, funcionam como colunas de ar que libertam os seus sons sibilantes por aberturas situada no degrau superior. O conjunto é unido por uma longa caixa de ressonância.


domingo, 20 de abril de 2008

Música do vento

No ano de 2003 foi posto em pratica um ambicioso plano chamado de “panopticon”. Este consistia em construir quatro esculturas vanguardistas para vitalizar a zona Oeste de Inglaterra. Ao fim de quatro anos, em Setembro de 2007, terminou a construção destas estruturas nas localidades de Blackburn, Burnley, Pendle e Rossendale.

A mais curiosa destas estruturas é a Singing Ringing Tree (em Burney), uma estruturas em tubos de aço galvanizado em forma de arvore criada por Mike Tonkin e Anna Liu.

É feita de 350 tubos que, quando percorridos pelo vento, actuam como flautas. Esta árvore metálica produz notas e acordes que variam com a intensidade e a direcção do vento quase constante da região, fazendo com que a música aleatória desta escultura alcance quilómetros na paisagem inglesa.

sábado, 19 de abril de 2008

Berlin Hauptbahnhof

A Estação Central de Berlim (Berlin Hauptbahnhof) é maior estação ferroviaria de intersecção em vários níveis da Europa, tendo sido projectado pelo arquitecto Meinhard von Gerkan, tendo custado aproximadamente 700 milhões de euros.

Foi construída foi feita em várias etapas nos antigos terrenos da Estação de Lehrte, (Lehrter Bahnhof e Lehrter Stadtbahnhof), tendo entrado em funcionamento a 28 de Maio de 2006. Em 1995, deu-se início à construção do túnel de Tiergarten, que ficou concluído em 2005 com a conclusão do último troço por baixo da estação. O túnel possui quatro galerias para os comboios regionais e de longa distância, duas para o metro e, uma galeria rodoviária. Para a escavação do túnel, o leito do rio Spree teve que ser desviado entre 1996 e 1998. O início das obras dos "prédios-arco" (dois prédios comerciais erigidos nas laterais da parte central da estação formando um arco em volta do salão superior de plataformas), foi em 2005.A estação é formada por dois níveis principais que servem o tráfego ferroviário e três níveis de circulação e de lojas. Os níveis principais são o da ligação este-oeste, cujas seis linhas e três plataformas ficam suspensas 10m acima do nível da rua num viaduto, assim como o da ligação norte-sul, cujas oito linhas e quatro plataformas se encontram numa profundidade de 15m e seguem em direcção ao Túnel do Tiergarten (Tiergartentunnel), por baixo do leito do rio Spree.

O salão das plataformas do traçado este-oeste tem 321m de comprimento e é formado por uma construção de tecto de vidro curvado em forma de tubo e sem pilastras. Na área de vidro, foram integradas células fotovoltaicas. O salão tem de 59 a 68 metros de largura, assim como 16m de altura no ponto máximo. Além disso, é dividido em 3 segmentos, o do Oeste com 172m e o do Este com 107m de comprimento. Entre esses, localiza-se o telhado norte-sul de 42 metros de largura e 210 de comprimento, cuja abóboda forma juntamente com o telhado principal uma cúpula no cruzeiro O telhado norte-sul encontra-se entre os dois "prédios-arcos", que foram construídos acima do salão e estão a ele fixos.

O telhado da estação foi, na verdade, projectado para ter 430 metros, entretanto, foi feito uma mudança de última hora no projecto, fazendo com que, actualmente, faltem 90 metros de telhado no lado oeste e 20 metros no lado leste.