
O pavilhão é pensado como um todo contínuo assumindo a metáfora primordial do rio (tema mobilizador do evento) correndo da nascente até à foz, sempre diverso mas mantendo uma personalidade forte e inconfundível.




O primeiro momento da exposição, a que é designada ALERTA, desenvolve-se num espaço tubular, onde a presença de imagens projectadas, associadas a superfícies espelhadas e com geometrias irregulares, transportam a um só tempo os visitantes para “cenários-limite”, alertando para os problemas reais que as recentes mutações climáticas provocam. Em simultâneo, outros alertas de natureza científica são apresentados, bem como uma atmosfera sonora que complementa a imagem envolvente.
A grande sala da exposição refere-se ao segundo momento a que é chamado de CONSCIÊNCIA. Trata-se de uma nave rectangular, com cerca de 350m2 e
O pavimento/percurso encontra-se ligeiramente sobrelevado face ao pavimento existente e cobre apenas o espaço indispensável ao percurso expositivo. As áreas não necessárias ficam por construir, enfatizando a circulação/curso do rio, ao mesmo tempo que se chama a atenção para a relação entre o essencial e o supérfluo, criticando o desperdício. Esta opção valoriza o percurso dos visitantes, fazendo-os percorrer uma espécie de passerelle que metaforicamente deverá ser lida como o ciclo da vida, mas também como palco onde expressa a sua responsabilidade.
Na terceira sala, denominada MUDANÇA, procura-se projectar os visitantes para um futuro melhor, mais atento. É nesta sala que se desenvolve uma instalação interactiva, onde o movimento dos visitantes implica o movimento de palavras e frases, escritas e ditas em inúmeros idiomas, num ambiente dinâmico que preenche todo o espaço, e onde uma torrente de palavras determina o final da visita.
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