segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ETAR de Alcântara

Quem passa no vale de Alcântara, vê do lado de Lisboa, uma empreitada enorme, cujo fim, não se avizinha nem perto. São as obras da ETAR que irá substituir a antiga e eliminar os maus cheiros na zona.
Com um investimento previsto de 64,4 milhões de euros, a ETAR de Alcântara ficará dimensionada para atender a uma população de 756 mil habitantes e o subsistema de saneamento tratará a água produzida em 45 das 53 freguesias de Lisboa, além das dez freguesias da Amadora e algumas de Oeiras.
Tive a oportunidade de assistir a uma conferência de um dos arquitectos da ETAR, Frederico Valsassina, que refere que a intervenção resolve o impacto que esta construção tem no vale, anulando e dando continuidade à ideia de espaço natural, repondo o vale na ideia da sua forma original entre o parque de Monsanto e a futura área urbanizada a poente.
Juntamente com o grupo Aires Mateus, concebeu o projecto de requalificação e integração paisagística da estação, através de uma cobertura vegetal que reduzirá o impacto no vale de Alcântara e dará continuidade à ideia de espaço natural, que Monsanto oferece.
Outro pormenor interessante referido na conferência, foi a decisão de que os corredores no interior da estação serem em parte ao ar livre. Algo pouco comum num espaço deste género.

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