
Quem passa no vale de Alcântara, vê do lado de Lisboa, uma empreitada enorme, cujo fim, não se avizinha nem perto. São as obras da ETAR que irá substituir a antiga e eliminar os maus cheiros na zona.
Com um investimento previsto de 64,4 milhões de euros, a ETAR de Alcântara ficará dimensionada para atender a uma população de 756 mil habitantes e o subsistema de saneamento tratará a água produzida em 45 das 53 freguesias de Lisboa, além das dez freguesias da Amadora e algumas de Oeiras.

Tive a oportunidade de assistir a uma conferência de um dos arquitectos da ETAR, Frederico Valsassina, que refere que a intervenção resolve o impacto que esta construção tem no vale, anulando e dando continuidade à ideia de espaço natural, repondo o vale na ideia da sua forma original entre o parque de Monsanto e a futura área urbanizada a poente.
Juntamente com o grupo Aires Mateus, concebeu o projecto de requalificação e integração paisagística da estação, através de uma cobertura vegetal que reduzirá o impacto no vale de Alcântara e dará continuidade à ideia de espaço natural, que Monsanto oferece.



Outro pormenor interessante referido na conferência, foi a decisão de que os corredores no interior da estação serem em parte ao ar livre. Algo pouco comum num espaço deste género.
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