
O Crystal Palace foi um edifício que marcou uma época e foi o ponto de viragem entre as construções antigas e as modernas.
No auge da revolução industrial, o Reino Unido em 1851 organizou uma exposição mundial para mostrar o que de melhor se produzia de industria e cultura e convidou diversos países para mostrarem também os seus produtos.
Para tal, precisava de um espaço, que pudesse ser suficientemente grande, espaçoso e ordenado para albergar as diversas comitivas e maquinas que seriam expostas.
Coube a Joseph Paxton, um arquitecto que frequentemente desenhava estufas, este desafio.
O edifício, em metal e vidro, de 92'000m2, com 564m de comprimento por 138 de largura, e uma altura interior de 33m, primava pelo seu espaço interior, pelos vãos livres e principalmente pelo sistema modular que permitiu que tivessem passado apenas nove meses desde o projecto até à conclusão das obras sido construído muito rapidamente.


A exposição mundial, em Hyde Park, foi um sucesso, atingindo seis milhões de visitantes em seis meses, e a estrutura foi mais tarde, em 1854, transferida para um outro parque na zona sul de Londres que lhe adoptou o nome.
Uma vez na nova casa, a sua área foi aumentada, pela adição de novos módulos, e realizaram-se lá concertos, exposições e muitos outros eventos.



No entanto, o Crystal Palace foi destruído a 30 de Novembro de 1936 por um violento incêndio, e o seguro que tinha, não cobria os custos para o reconstruir. Os jardins do Crystal Palace continuam lá, bem como o espaço onde se situava o pavilhão.
